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domingo, 12 de junho de 2011

Rochas e Modelado Cársico

À paisagem formada por acumulação de calcário chama-se Modelado Cársico.

A composição do calcário é o carbonato de cálcio, o calcário forma-se na bacia de sedimentação.

A Espeleologia é Ciência que estuda as grutas e outros fenómenos cársicos.

O calcário é uma rocha sedimentar quimiogénica monominerálica, que se forma por precipitação de carbonato de cálcio. É muito abundante à superfície.

O calcário tem muitas diáclases (fracturas sem movimento). A origem dessas diáclases está relacionada com processos de origem ou com processos tectónicos. Os factos de origem têm a ver com a própria formação da rocha por consolidação (perda de água) e alívio de pressão com erosão das rochas que estão por cima, levando à sua fracturação. Os processos tectónicos estão relacionados com os fenómenos globais de movimentação das placas tectónicas.

É a circulação da água da chuva por essas diáclases que leva ao seu progressivo alargamento, dando origem a formas de relevo características das regiões calcárias: o Relevo ou Modelado Cársico. A carbonatação resulta em bicarbonato de cálcio dissolvido na água. A circulação das águas nas diáclases leva à dissolução do calcário.

CaCO3 + H2CO3 Ca2+ + 2HCO3

Por este processo, as fendas vão-se alargando e ligando umas com as outras, levando à formação de largos canais subterrâneos por onde se dá uma intensa circulação da água. Dum modo geral, as grutas correspondem a zonas alargadas destes rios subterrâneos.



Esta imagem foi adaptada do site:
http://sed.com.sapo.pt/

Elementos da gruta:


Algar - Poços naturais, por vezes muito profundos (cem metros de profundidade) através dos quais as águas de escorrência superficial (chuva) descem para as camadas mais profundas, alimentando os rios subterrâneos. À superfície o seu diâmetro varia de alguns decímetros a 1 ou 2 metros. São as entradas da gruta na vertical. Formam-se pela erosão das diáclases.



Esta imagem foi adaptada do site:
http://www.feriasemportugal.pt

Estalactite - formação que cresce do tecto da galeria para baixo. As gotas dissolvem o carbonato de cálcio e transportam-no. Assim que a gota de água encontra um obstáculo, por acção da força da gravidade, cai e larga o carbonato de cálcio, formando a estalactite.



Esta imagem foi retirada do site:
http://viajeaqui.abril.com.

Estalagmite - formação que cresce da base da galeria para cima. As gotas que caem do tecto da gruta trazem ainda algum carbonato de cálcio e depositam-no na base da galeria.



Esta imagem foi tirada do site:
http://petar2010.wordpress.com

Coluna - formação que resulta da junção de uma estalactite com uma estalagmite.



Esta imagem foi retirada do site:
http://cesaredas.no.sapo.pt/grutas.htm

Galeria - formação que resulta da dissolução da base da camada calcária (horizontal).



Esta imagem foi retirada do site:
www.wikipedia.org

Poço - formação que resulta da dissolução da diáclase da camada calcária (vertical), se tiver comunicação com a superfície trata-se de um Algar.



Esta imagem foi tirada do site:
http://en.comunitatvalenciana.com

Rio subterrâneo - Nas grutas existe sempre um rio subterrâneo que resulta da acumulação da água que se infiltra na gruta.



Esta imagem foi tirada do site:
http://www.viagemastral.com

Nascente – Tem como origem um rio. É o local por onde a água aparece à superfície.



Esta imagem foi tirada do site:
http://www.portaldafenix.com


Para além das grutas podemos encontrar outros elementos da paisagem calcária (modelado cársico):

Terra Rossa - Argila vermelha que resulta da erosão do calcário.



Esta imagem foi retirada do site:
http://www.flickr.com

Dolinas - Depressões pouco profundas, mais ou menos circulares, com diâmetro variando entre dez a cem metros. Resulta da depressão do calcário. O fundo é revestido de Terra Rossa resultante da acumulação das impurezas dos calcários não dissolvidas pela acção da água da chuva.



Esta imagem foi tirada do site:
http://geoleituras.wordpress.com

Uvala - Depressão resultante da junção de dolinas.



Esta imagem foi retirada do site:
http://geographicae.wordpress.com

Campo de Lápias - Formas rendilhadas em que as rochas calcárias apresentam formas muito diversas resultantes da sua dissolução diferenciada.



Esta imagem foi tirada do site:
http://ciencias3c.cvg.com.pt/calcario.htm

Polje - Grande depressão aplanada resultante, normalmente, por falhas ou erosão do calcário. Durante o Inverno é comum os poljes inundarem-se e transformarem-se em lagos.



Esta imagem foi tirada do site:
http://www.omundodacorrida.com

Marmita de Gigante - São pequenas depressões formadas nos leitos dos rios resultantes de calcário. Os sedimentos sólidos, por exemplo pequenas rochas, que o rio transporta podem ficar aprisionados numa depressão do leito. Estes sedimentos não conseguem libertar-se da depressão mas o movimento da água faz com que os sedimentos escavem, alarguem e afundem as depressões.



Esta imagem foi retirada do site:
http://www.dct.uminho.pt


Estas informações foram adaptadas do site:
http://ciencias3c.cvg.com.pt/rochaspaisag.htm

domingo, 29 de maio de 2011

Tipos de Dunas

As dunas são rochas detríticas móveis.

Existem dois tipos de dunas:
• Dunas do litoral
• Dunas do deserto


Dunas do deserto:

As dunas do deserto têm normalmente a forma de um "croissant", ou de uma meia-lua. Chamam-se a este tipo de dunas Barkane.

Um dos lados da duna é íngreme e o outro é suave. Do lado que sopra o vento a vertente da duna é pouco íngreme.

Os grãos deste tipo de dunas são baços e angulosos, devido à acção do vento que transporta os finos grãos que chocam uns com os outros, ficando cada vez mais pequenos, baços e riscados. As dunas deslocam-se na direcção do vento.

Quando o deserto é assolado por uma tempestade de areia, a paisagem muda drasticamente.

Curiosidade: Já deves ter dado pela poeira que se deposita no teu carro acabadinho de lavar numa pequena chuvada. Pois é, essa poeira vem do Deserto do Shaara.



Esta imagem foi retirada do site:
http://www.mestresdeobra.com/details.php?image_id=157


Dunas litorais:

As dunas litorais são diferentes das dunas do deserto.

As dunas litorais formam-se pela acção das marés e depois são transportadas para o interior pelo vento. Têm forma cónica.
Os seus grãos são brilhantes e redondos. Os vegetais ajudam a fixar a duna



Esta imagem foi tirada do site:
http://defpraiasmatosinhos.no.sapo.pt/Dunas.htm

Dunas Fósseis

Estão inseridas nas dunas litorais. Inicialmente, estas dunas seriam constituídas por grãos de areia "soltos" que se moviam pela acção do vento. Estes grãos foram-se progressivamente fixando e ligando entre si devido à deposição/precipitação de partículas carbonatadas e argilosas que eram transportadas pelas águas que circulavam entre eles. Terá sido deste modo que essa duna consolidou e se preservou até aos dias de hoje, como um fóssil.

Paisagem da Praia

A paisagem da praia é uma paisagem formada por rochas sedimentares móveis.

Para se formar uma praia é necessário existir uma arriba que vai sofrer a erosão e formar rochas sedimentares móveis, que são a areia.

As areias portuguesas são graníticas.



Esta imagem foi retirada do site:
http://www.oesteonline.pt/noticias/noticia.asp?nid=21928

sábado, 28 de maio de 2011

Paisagens vulcânicas

Paisagens vulcânicas
• Ilhas
• Caldeiras
• Fumarolas, géisers, nascentes termais
• Disjunção Prismática


Ilhas

As ilhas vulcânicas são relevos que resultam da acumulação das pillow-lavas, provenientes das várias erupções submarinas, e do material dos quatros tipos de vulcanismo (peleano, estromboliano, havaiano e vulcaniano), quando o vulcão passa a ser aéreo, ou seja, chega à superfície.



Esta imagem foi retirada do site:
megaarquivo.wordpress.com


Fumarolas, géisers, nascentes termais

Quando a câmara magmática está activa, esta aquece as rochas que estão à sua volta. Para as fumarolas, os géisers e as nascentes termais se formarem é necessário um sítio com muita humidade. A água da chuva infiltra-se e ao entrar em contacto com as rochas mais quentes transforma-se em vapor de água.
Este sobe e se existir facilidade na subida irá originar fumarolas.



Esta imagem foi retirada do site:
http://www.fabiopiferi.it/images/_Images/images.htm

Se o vapor não conseguir subir de imediato, arrefece e transforma-se em água podendo originar:
Um géiser (reservatório na vertical).



Esta imagem foi tirada do site:
http://www.educa.madrid.org

Numa nascente termal (reservatório horizontal).



Esta imagem foi retirada do site:
http://acienciaeomundo.blogspot.com/2009/06/formacao-de-geisers-nascentes-termais-e.html


Caldeira

Forma-se quando um vulcão deixa de entrar em erupção, assim com a sucessão de várias estações da chuva a cratera enche de água e forma a caldeira. Com tanto peso a caldeira abate.

A caldeira é particularmente perigosa quando com o excesso de peso de água a estrutura vulcânica entra em colapso, ou quando o vulcão entra em actividade e expele com muita violência a água retida na caldeira.



Esta imagem foi retirada do site:
http://www1.ci.uc.pt/geomorf/fotos.htm

Disjunção Prismática

A disjunção Prismática também conhecida por Órgãos Basálticos é uma paisagem típica do basalto.
O basalto ao arrefecer na chaminé e no cone vulcânico fractura-se em prismas hexagonais (quase perfeitos). Com a erosão do cone vulcânicos os prismas aparecem à superfície e vão sofrer erosão, que começa nas diáclases. Com o tempo estes prismas arredondam as suas arestas e vértices e originam uma espécie de tubos que fazem lembrar órgãos de igreja, daí o nome órgãos basálticos.



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https://www.infopedia.pt/mostra_recurso.jsp?recid=571&docid=1543900

Caos de Blocos

O caos de blocos é uma paisagem característica do granito.

Exemplos em Portugal são: Serra da Estrela, de Sintra, Gêres.

Se numa Serra existirem grandes blocos enormes e redondos estes são de granito.
O granito forma-se nas câmaras magmáticas, em profundidade. Ao arrefecer começa a ceder por alívio de pressão e fractura-se em paralelepípedos perfeitos e enormes. Formando assim diáclases (fracturas sem movimento).

Uma vez à superfície a erosão começa a actuar com maior facilidade nas fracturas (diáclases). Os paralelepípedos começam a arredondar pelos vértices e arestas. Os cubos transformam-se ao longo de milhões de anos em esferas.

Os granitos, sendo rochas plutónicas, são muito resistentes à erosão ficam em saliência relativamente ao resto da paisagem formando serras. Estes blocos arredondados, aparentemente dispersos pela serra, constituem o caos de blocos (confusão de blocos).



Esta imagem foi tirada do site:

http://ciencias3c.cvg.com.pt/caos_de_blocos.htm