sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Minerais

Mineral (ou cristal): é uma associação natural de elementos químicos dispostos numa rede cristalina tridimensional bem definida.


Vidro natural – é formado por elementos químicos, que não tiveram tempo suficiente para formar a sua rede cristalina.






Existem:

-minerais essenciais: minerais que caracterizam a rocha.


-minerais acessórios: minerais que podem estar lá ou não.



Características dos minerais:


Cor – é a cor que o mineral apresenta a olho nu.














Risca – é a verdadeira cor do mineral, a cor que o mineral apresenta quando reduzido a pó. Para a descobrir, usamos uma porcelana e riscamo-la no mineral. A sua verdadeira cor é a que lá fica.














Brilho – deve ser analisado à luz e pode ser:


• Baço: ausência de brilho


Metálico: metais


• Moscovite: mica branca


• Incolor


• Gorduroso: gordura


• Sedoso • Adamantino: diamante


• Vítreo: vidro


• Nacarado: pérola

















Clivagem – é a propriedade que alguns minerais apresentam de se poderem separar/partir por superfícies planas. Para conseguirmos distinguir se o mineral tem clivagem temos que procurar uma espécie de pequenas escadas.
















Dureza – existem duas escalas para medir a sua dureza:

















Escala Prática de Dureza:

• Unha: 2 a 2,5 • Aço: 5 • Vidro: 5,5 • Quartzo: 7


Escala de Mohs:

Talco -1 Gesso - 2 Calcite - 3 Fluorite -4 Aparite - 5 Ortoclase -6 Quartzo - 7 Topázio - 8 Corindo -9 Diamante -10



Densidade – relação entre o peso e o volume. Para se descobrir a densidade de um mineral pega-se num mineral de densidade conhecida que seja mais ou menos do mesmo tamanho que o mineral que queremos determinar, e senti-mos qual é o mais pesado.
















Diafaniedade – propriedade que os minerais têm de se deixarem atravessar pela luz, ou não. Podem ser:









• Opacos: não deixam passar a luz



• Translúcidos: deixam passar alguma luz


• Transparentes: deixam passar toda a luz

domingo, 9 de janeiro de 2011

Tempo Geológico

Aqui está uma tabela de resumo sobre o tempo geológico.





Tabela retirada de:
http://portfoliomines.blogspot.com/

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Origem da Vida na Terra

A Terra formou-se há cerca de 4 600 milhões de anos ao mesmo tempo que os outros planetas do Sistema Solar.


Inicialmente a Terra estava em ebulição.











Durante os primeiros milhões de anos a Terra esteve a arrefecer dando origem à crosta. No entanto a crosta era muito frágil.










Quando a crosta se partiu seguiu-se um período de intenso vulcanismo. Os gases libertados pelos vulcões deram origem à atmosfera primitiva.













O vapor de água, existente na atmosfera primitiva, condensou e choveu, choveu, choveu… durante milhares de anos dando origem às primeiras poças. Estas poças estavam enriquecidas em elementos químicos (caldo primitivo).











O carbono, azoto, hidrogénio e oxigénio vieram dar origem às primeiras proteínas que se agruparam, originando os coacervados.














Com as descargas eléctricas, provenientes das tempestades e chuvas intensas, aparentemente os coacervados vieram originar os primeiros seres vivos semelhantes às cianobactérias actuais. Estes seres eram assexuados o que facilitou o seu desenvolvimento.








Estes seres faziam a fotossíntese. Libertavam para a atmosfera oxigénio. Foi assim que a atmosfera actual ficou enriquecida em oxigénio. Com as consecutivas tempestades, as poças vieram originar o super-oceano, Pantalassa.


Fósseis de fácies e de idade

Os fósseis podem contar-nos a história da Terra, muito antes do primeiro homem ter aparecido.

Um fóssil característico é um fóssil que nos dá informações quanto à idade e características do ambiente onde esse fóssil se formou.

Um fóssil característico pode ser um fóssil de fácies ou um fóssil de idade.

Fósseis de idade - são característicos e a sua espécie viveu na Terra num curto espaço de tempo e teve uma grande distribuição geográfica. Obrigatoriamente têm que estar extinto.

Fósseis de fácies - são característicos e fornecem-nos informações quanto ao meio ambiente e condições dos terrenos onde os fósseis viveram.

Tipos de fossilização

Existem vários tipos de fossilização:

  • Incrustação

  • Mineralização

  • Recristalização

  • Carbonificação

  • Mumificação

  • Moldagem




Incrustação


Ocorre quando substâncias trazidas pela água se vão depositando à volta do ser vivo e revestem-no formando uma crosta.


Acontece nos animais que morreram no interior de cavernas e grutas.


Os materiais que revestem o animal mais costumes são: calcite, pirite, limonite e sílica.









Mineralização


Ocorre quando minerais vão preencher cavidades e partes ocas existentes em ossos e troncos. É assim que se forma a madeira petrificada.







Recristalização






Moldagem


É o processo mais vulgar, e consiste no preenchimento interno das partes duras do ser vivo, ou da moldagem externa das partes duras do ser, portanto pode haver moldes internos ou externos.











Mumificação

Ocorre quando o ser vivo ficou preso gelo ou âmbar, é o processo mais raro.

Devido ao gelo e ao âmbar (resina) o ser vivo conserva as suas partes moles, dando-nos informações preciosas sobre o passado do ser vivo.







Carbonificação



É o tipo de fossilização que vai originar o carvão mineral.

Uma árvore morre e cai dentro de um pântano e fica enterrada de imediato.


Os seus constituintes desaparecem e fica apenas o carvão mineral, portanto dá-se nas árvores e nos seres queratina e quitina.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Os fósseis

A paleontologia como o nome indica...
Paleo - antigo
onto - ser
logia - estudo

...é a ciência que estuda os fósseis.

Paleontólogo - quem estuda os fósseis.
Nós estudamos os fósseis por curiosidade, para sabermos de quem evoluímos e como poderemos evoluir. No entanto, também estudamos a paleontologia pela economia: se naquele local há fósseis é por que existiam as condições necessárias à existência de vida, logo não há petróleo nesse local.

Fóssil - resto ou vestígio de um ser vivo que ficou preservado nas rochas onde habitou.
Fossilização - passagem de um ser vivo para o estado de fóssil, ou seja a passagem da matéria
orgânica para matéria inorgânica.

A morfologia dos fundos oceânicos

A morfologia dos fundos oceânicos apenas se pode começar a estudar no século XX, com a invenção do sonar.
Mapa da morfologia dos fundos oceânicos:

Legenda:
1 - Plataforma continental - zona aplanada, ligeiramente inclinada, faz parte da crosta continental e vai até aos 150m de profundidade. Estende-se, aproximadamente em 2km. Vivem na plataforma cerca de 90% das espécies marinhas excluindo as espécies que migram e as que vivem no Rifte.

2 - Talude Continental - zona que faz parte da crosta continental, muito inclinada (abrupta) que vai dos 150m aos 4km de profundidade em cerca de 200m.

3 - Fossa oceânica - zona de choque entre a crosta continental e a crosta oceânica. A crosta oceânica pode ser tão densa, que mergulha por baixo da crosta continental originando sismos e vulcões. Pode atingir os 12km de profundidade como na fossa das Marianas, no Japão.

4 - Planície abissal - constitui cerca de 75% dos fundos oceânicos e é uma zona aplanada.



5 - Dorsais médio-oceânicas - grandes cadeias de montanhas que dividem os oceanos a meio e têm aproximadamente 2km de altura por 2km de largura. A Islândia é o único local onde a dorsal aparece à superfície.



6 - Rifte - vulcão do tipo vissural que origina as dorsais e é responsável pela formação da crosta oceânica e também pelo afastamento dos continentes. Localiza-se a meio das dorsais.